Contra México, Brasil faz contas e tenta se reerguer no Mundial: “Não podemos mais tropeçar”

O início do jogo dava provas da sonhada evolução. Para buscar seu lugar na próxima fase do Mundial, o Brasil sabia da importância de uma vitória contra a Alemanha. A virada sofrida surge como um alerta no caminho. A classificação ainda não parece distante, mas a seleção tenta encontrar seu melhor jogo para fazer frente às principais rivais. Na madrugada deste domingo, à 1h25 (horário de Brasília), a equipe encara o México em Nagóia para tentar se recuperar em meio à competição.

Na derrota para a Alemanha, o Brasil somou um ponto e chegou a 13 no total, na quarta colocação do grupo E. Depois do México, a seleção encara Holanda e Japão, times que estão à frente na classificação, liderada pela Sérvia. Apenas três seleções avançam para a terceira fase.

Brasil tenta se encontrar para avançar à terceira fase — Foto: Divulgação/FIVB

– Temos que ganhar todos os jogos. Não podemos mais tropeçar. Estamos na briga ainda, nada acabou. Até porque o Japão ainda tem uma derrota e jogamos contra eles. Depois, a Holanda. Vamos lá. Não tem nada acabado. Enquanto eu perceber esse espírito do time, de tentar correr, ajudar, vamos até o final – disse Zé Roberto.

Assim como fizera na derrota para a Sérvia, o técnico tenta fazer seu time assimilar a derrota da melhor forma possível. Se o Mundial não permite que se lamente a queda por muito tempo, o Brasil tem a necessidade de se recuperar para voltar à briga já nesta segunda.

– Quando iniciamos a preparação, isso já foi colocado desde o início. É um campeonato estressante, desgastante e isso ia acontecer. O importante é levantar a cabeça, estudar o que aconteceu. Jogamos muito bem os dois primeiros sets. Mas a Alemanha é um time que briga, não desiste nunca, e essa foi a tônica do jogo. Vi coisas boas no nosso time e outras que precisamos melhorar. Nosso bloqueio deixou a desejar em determinadas situações. O importante é tentar entender e pensar no México.

México tenta surpreender com time jovem

Samantha Bricio é arma do México no Mundial — Foto: Divulgação/FIVB

O México, por outro lado, surge como um rival mais simples. Voltou a vencer em Mundiais depois de 36 anos, na primeira fase, contra a Argentina – a última havia sido em 1982, diante da Alemanha Ocidental. Mas foi só – perdeu todos os outros quatro jogos e só se classificou por ter um saldo melhor de sets vencidos. Na segunda fase, ocupa a última posição do grupo E, com apenas três pontos.

Ainda assim, tem seus pontos fortes. Samantha Bricio, de apenas 23 anos, é a craque do time. Assinou com o gigante Fenerbahçe e divide a responsabilidade no ataque mexicano com Andrea Rangel. O time ainda conta com a jovem Melanie Parra, de apenas 16 anos e que já teve bons momentos no Mundial. O técnico Ricardo Naranjo aposta mais no futuro.

– Vamos enfrentar o Brasil e toda sua história dentro da elite mundial. A preparação que precisamos fazer também nos treinamentos é mental. Precisamos tentar anular o jogo rápido do Brasil. Mas acredito que nossas jogadoras podem fazer a sua melhor partida e esperamos que assim seja. Temos uma equipe com praticamente cinco jogadoras em seus 20 anos. A fortaleza é a Samantha, que também é uma jovem jogadora, já com nível internacional na elite do vôlei profissional. O futuro parece ser muito animador.
Fonte: Globo Esporte

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